domingo, 6 de novembro de 2011

Estudante morre atropelado na Linha Verde; “se tivesse atenção, estaria vivo”, disse socorrista

Fonte: Radio Banda B


O estudante Felipe Augusto da Silva, de 17 anos, morreu na hora depois de ser atropelado na BR-476, no trecho da Linha Verde, dentro do perímetro do bairro Pinheirinho em Curitiba. O adolescente atravessava a rodovia, na pista sentido São Paulo, quando acabou atingido por um Peugeot, com placas da capital. O fato aconteceu no fim da tarde deste sábado (5).
Amigos da vítima relataram à Polícia Rodoviária Federal que o garoto saiu correndo na tentativa de passar as duas pistas, sem ter a atenção necessária. O sargento Ênio Vilela, do Corpo de Bombeiros, ressaltou que nada pode ser feito para salvar a vítima. Ele também explica que há poucos metros há uma passarela, que poderia ter sido utilizada pelo pedestre.
“Fizemos o possível, mas ele estava muito ferido e acabou morrento. Aqui próximo existe uma passarela, se tivesse mais atenção, poderia estar vivo ainda”, disse o socorrista. Felipe Augusto morava com a família na Vila Xapinhal, região do bairro Sítio Cercado.

sábado, 5 de novembro de 2011

Acidente entre carro e biarticulado deixa quatro pessoas feridas no Batel

Fonte: Gazeta do Povo


Quatro pessoas ficaram feridas em um acidente entre um carro e um ônibus biarticulado, na tarde deste sábado (5), no bairro Batel, em Curitiba. Todas as vítimas eram ocupantes do automóvel. Uma delas ficou presa nas ferragens e precisou ser retirada pelo Corpo de Bombeiros.
A colisão ocorreu por volta das 16 horas, no cruzamento da Avenida Sete de Setembro com a Rua Brigadeiro Franco. Segundo informações do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran), um Ford Focus que trafegava pela avenida tentou entrar na Brigadeiro Franco, atravessando a canaleta. O ônibus – que fazia a linha Pinheirinho-Rui Barbosa – atingiu a lateral do veículo. A manobra feita pelo carro é proibida.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, as vítimas – três mulheres e uma menina – foram socorridas com ferimentos leves. Elas foram encaminhadas ao Hospital Evangélico. O BPTran informou que, por volta das 17h30, não havia congestionamento ou pontos de lentidão na região.

Motorista atropela três, larga carro e foge sem prestar socorro

Fonte: Radio Banda B


Um acidente de trânsito por pouco não acabou em tragédia na noite desta sexta-feira (04), no Contorno Sul, Cidade Industrial de Curitiba. Perto das 23h, um veículo Monza, com placas de São José dos Pinhais, atropelou três homens que caminhavam pelo acostamento da rodovia, na pista sentido Ponta Grossa.
Depois dos atropelamentos, o automóvel ainda capotou. O condutor fugiu do local e as vítimas, com ferimentos leves, foram socorridas pelo Siate ao Hospital do Trabalhador. O cabo Sandes destacou o trabalho do Corpo de Bombeiros.
“Vítimas conscientes e orientadas, o que nos assusta é o fato do condutor ter saído do local. Encontramos ao menos a identificação de uma quarta pessoa, o que nos leva a crer que seja do condutor”, disse o caso.
Ainda segundo ele, outros redutores de velocidade deveriam ser instalados no trecho. “Os moradores reclamam das lombadas, mas as autoridades deviam instalar mais. Os acidentes acontecem sempre entre estes redutores de velocidade”, destacou.
A polícia busca saber quem é o motorista misterioso que abandonou o veículo.

Uma pessoa morre no trânsito a cada 2 horas e meia no Paraná

Fonte: Gazeta do Povo


Em média, nove pessoas morreram por dia no Paraná, no ano passado, em decorrência de acidentes de trânsito – o equivalente a um óbito a cada duas horas e meia. Ao todo foram 3.433 mortes, uma alta de 9,5% em relação a 2009, segundo números do Sistema de Infor­mações de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde. Foi a maior mortalidade no trânsito do estado desde o início da série histórica, em 1996, quando 3.188 pessoas perderam a vida em colisões ou atropelamentos. Nos últimos dez anos houve um crescimento de 37% no número de óbitos. 

Proporcionalmente à população, a taxa paranaense também é alarmante: são 32,9 mortes para cada 100 mil habitantes. É o quinto pior índice do país, atrás apenas de Rondônia, Tocantins, Mato Grosso e Piauí, respectivamente. Em 2001, a taxa era de 26,1. As cidades que mais registraram mortes foram Curitiba, com 400; Londrina, com 191; e Maringá, 162.
Segundo o SIM, o Paraná acompanhou o crescimento das ocorrências no país na década. Se em 2001 o Brasil registrou 30.524 mortes, no ano passado este índice saltou para 40.610 – uma alta de 33%. A taxa passou de 18 para 21,3 óbitos a cada 100 mil pessoas.
Prevenção
Acidente de carro é algo evitável, aponta especialista
A redução das mortes é possível porque acidentes de trânsito são evitáveis, avalia a professora Alessandra Sant’Anna Bianchi, especialista em trânsito da UFPR. “Não é algo inevitável. É um erro provocado por alguém”, ressalta. Ela diz que as pessoas não dão conta dos riscos no trânsito e, por isso, dirigem com imprudência. “A população deve se conscientizar disso. Mas, sozinha, a pessoa não vai conseguir mudar essa percepção. É responsabilidade do poder público adotar medidas que visem a conscientização dos condutores”, ressalta.
Lei Seca
Em setembro, o Supremo Tribunal Federal decidiu que dirigir sob efeito de álcool é crime, mesmo quando o motorista não causa acidentes ou danos ao patrimônio. O que poderia ser uma medida para reafirmar a Lei Seca, porém, pode não surtir efeito tão rapidamente. “Não há fiscalização e nem punição. As pessoas não são obrigadas nem a fazer o exame do bafômetro. E se são pegas, contratam um advogado e permanecem, em grande parte dos casos, impunes”, afirma o professor da Universidade de Brasília, Hartmut Günther.
O presidente da regional do Paraná da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), Jacks Szymanski, concorda. Para ele, a legislação na prática é ineficiente. “No começo da Lei Seca, em 2008, todo mundo tinha medo de sair dirigindo sob efeito do álcool. Havia casas noturnas que disponibilizavam serviços de vans e de táxis. Mas hoje a lei está frouxa. A fiscalização não é mais tão efetiva quanto antes”, afirma.
Agentes de trânsito
Szymanski enfatiza ainda o fato de que o número de fiscais de trânsito não acompanhou a evolução do número de veículos. “Aumentou a frota, mas a estrutura para monitorar estradas e ruas não foi melhorada”, afirma. De acordo com ele, há ainda inúmeros fatores que provocam óbitos no trânsito, como a falta de sinalização adequada e a má conservação de rodovias.
“Existem estradas, por exemplo, que deveriam ser duplicadas. Isso diminuiria o número de acidentes. Além disso, as estradas não podem viver tomadas por buracos. A sinalização também deveria ser melhorada. Tudo isso – se o poder público tivesse vontade e olhasse para a população – iria reduzir o número de vidas perdidas provocadas por acidentes de trânsito”, opina Szymanski.
Para especialistas em trânsito, o número de mortes é assustador e é resultado de falhas na fiscalização de normas como a Lei Seca e da escassez de investimentos no setor, como manutenção de rodovias e ruas. “Faltam políticas públicas para tratar essa tema, que traz reflexos em outros setores, como saúde e economia”, afirma a coordenadora do grupo de pesquisa de trânsito da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Alessandra Sant’Anna Bianchi. Segundo o Departamento Nacio­­nal de Trânsito (Denatran), o custo anual com acidentes no Brasil se aproxima de R$ 28 bilhões.
Frota crescente
A alta nas ocorrências de trânsito também é reflexo do aumento no número de veículos. Em 10 anos, a frota brasileira dobrou. Passou de 31,9 milhões para 64,8 milhões em dezembro de 2010. No Paraná, a situação é semelhante. Se, em 2001, o estado tinha 2,5 milhões de veículos, hoje são 5,1 milhões de automóveis, motos, ônibus e caminhões em circulação. Ou seja, mais veículos nas ruas, mais acidentes de trânsito.
Para Alessandra, as autoridades públicas precisam adotar medidas sérias para tratar o problema e não apenas soluções “tapa-buraco”. “É necessário mais rigor na lei. O motorista tem de saber que se dirigir alcoolizado, por exemplo, vai ser de fato punido. O governo deve assumir sua função e aumentar a fiscalização”, argumenta.
Segundo Hartmut Günther, professor da Universidade de Brasília (UnB) e especialista em trânsito, de nada adianta existir uma determinação no papel se na prática não há fiscalização. “É necessário tratar as pessoas que dirigem colocando em risco a vida de outras pessoas como criminosos, principalmente se estiverem sob efeito de álcool”, ressalta. Günther ainda afirma que nem todos os motoristas respeitam as leis porque sabem que não serão punidos. “A primeira coisa para reverter a situação é aplicar a lei e pôr fim à impunidade. Para isso, é necessário que o trânsito seja tratado com seriedade pelos governantes”, afirma.
Investir mais em educação é a saída para reduzir mortes
O Brasil precisa investir mais em educação no trânsito para diminuir o número de mortes em acidentes. Para o presidente da regional do Paraná da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), Jacks Szymanski, esse deve ser o primeiro passo. “É fundamental alertar as pessoas sobre os riscos que o trânsito traz à sociedade”, diz.
Segundo ele, as campanhas de educação devem contemplar tanto crianças quanto adultos. “Todos devem ter noção do que pode e não pode ser feito no trânsito. Mas, paralelamente a isso, é necessário aplicar a lei para punir quem não respeita a legislação vigente. É algo que pode ser feito, mas que exige políticas públicas para reverter essa situação”, ressalta.
O especialista em trânsito e transporte, João Pedro Corrêa, lamenta o fato de não haver medidas educativas no setor. “Não há esse cuidado. No Brasil, não há políticas eficazes para diminuir o índice de acidentes. Deve-se discutir mais isso e ser tratado com prioridade por parte de nossos governantes”, aponta.
Pacto pela Vida visa reduzir total de vítimas até 2020
Os ministérios da Saúde e das Ci­­dades assinaram, em maio deste ano, o Pacto Nacional pela Redu­ção dos Acidentes no Trânsito – Pacto pela Vida. A meta, segundo o go­­ver­­­­no federal, é estabilizar e reduzir o número de mortes e lesões em acidentes de carro nos próximos dez anos, como adesão ao Plano da Dé­­cada de Ações para a Segurança no Trânsito 2011-2020, recomendação da Organi­zação das Nações Unidas (ONU), com coordenação da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Outra iniciativa semelhante é o Projeto Vida no Trânsito, lançado em junho de 2010. Participam deste programa as capitais Curitiba, Teresina (PI), Palmas (TO), Campo Grande (MS) e Belo Horizonte (MG).
A medida tem duas etapas. A primeira foi iniciada ano passado e se estenderá até 2012. As cidades selecionadas devem desenvolver experiências bem-sucedidas na prevenção de lesões e mortes provocadas pelo trânsito e que possam ser reproduzidas por outros municípios brasileiros.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Número de mortos em acidentes de trânsito sobe 24% em 8 anos

fonte: IG


O número de mortos em acidentes de trânsito no Brasil subiu 24% nos últimos oito anos, de 32.753 registrados em 2002 para 40.160 em 2010, segundo um estudo divulgado nesta sexta-feira pelo Ministério da Saúde.
"Os números revelam que o País vive uma verdadeira epidemia de lesões e mortes no trânsito", afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no comunicado. De acordo com o ministro, o Brasil é o quinto país com mais número de vítimas no trânsito, atrás apenas de Índia, China, Estados Unidos e Rússia.
O estudo cita como causas do crescimento das mortes tanto o consumo de álcool como o aumento do número de motocicletas. O relatório foi divulgado um dia após o Supremo Tribunal Federal (STF) considerar um crime dirigir alcoolizado, mesmo que nenhum crime seja provocado. "Este é um grande avanço e certamente vai contribuir para a redução das tristes estatísticas no trânsito", segundo Padilha.
O levantamento mostra que um quarto das mortes em acidentes no ano passado envolveu uma moto. Enquanto o número de vítimas por acidentes aumentou em 24% em oito anos, o provocado por motos triplicou no mesmo período, passando de 3.744 em 2002 para 10.143 em 2010.
Além do elevado número de mortes, os acidentes do ano passado provocaram o registro de 145 mil feridos em hospitais do sistema público, o que custou R$ 190 milhões ao Estado. O número de hospitalizações em 2010 por acidentes foi 15% maior que em 2009.
“Há uma queda na proporção entre mortes em acidentes e internações. Nos últimos três anos, o índice cai de 0,38, passa por 029 e chega a 0,24. As ações de saúde em urgência e emergência têm conseguido reduzir a proporção de óbitos por acidentes de trânsito. Mas essa verdadeira epidemia de lesões e mortes por acidentes de trânsito aumentam muito o número absoluto de internações e óbitos”, afirmou o ministro.
 200220032004200520062007200820092010
Brasil327533313935105359943636737407382733759440610
Norte218421802274237625332572271827303340
Nordeste7611732578308517863291369282961211233
Sudeste129901367114179144331484915004151891417714214
Sul645565917138702569387089715770457548
Centro-Oeste351333723684364334153606392740304275
Ministério da Saúde